Seu maravilhoso olhar

01/05/2021

Pedro foi chamado por Cristo e acompanhou o Seu ministério em primeira mão. Literalmente, seguiu as pegadas do Mestre e, durante a ceia, exclamou ao Senhor: "Ainda que todos Te abandonem, eu nunca Te abandonarei" Mateus 26:33. Seria isso uma verdade? No decorrer da história, a descoberta traz vergonha a quem confiaria em um a ou til proferido por boca humana.

Temendo pela própria vida, o apóstolo Pedro negou a Cristo nas três vezes preditas pelo Salvador. Quando o questionamento vinha sobre ele a respeito de ser ou não discípulo de Jesus, o galo já se ajeitava no poleiro para cacarejar o lembrete (Mateus 26:34).

"Jesus, que estava a alguma distância de Pedro, dirigiu para ele um olhar cheio de tristeza e reprovação. Então o discípulo se lembrou das palavras que Jesus lhe havia dito no cenáculo, e também de sua afirmação cheia de zelo (...). Ele tinha negado seu Senhor, até com maldição e juramento; mas aquele olhar de Jesus comoveu o coração de Pedro, e o salvou. Ele chorou amargamente, arrependeu-se de seu grande pecado e se converteu (...)."¹

Pedro caiu e o olhar do Senhor o resgatou.

Em primeiro momento, há a compreensão de que Jesus carregava nos olhos um sentimento de tristeza e reprovação, mas não usou disso para condenar a Pedro. Era o apóstolo tão dependente da misericórdia do Senhor quanto somos nós hoje!

Em vários episódios do ministério de Cristo, encontramos o Messias comendo com pecadores, escutando confissões e perdoando suas falhas, inspirando o suave perfume da gratidão de uma pessoa livre no Senhor, curando através do toque, usando todos os Seus sentidos para dar sentido, isto é, ressignificar a vida de quem estava perdido. Além disso, como Todo-Poderoso que é, não necessita de matéria para criar algo nem de tocar para proporcionar transformação.

A exemplo disso temos um centurião romano, que crendo verdadeiramente no poder do Senhor, disse: "Não precisa ir à minha casa. Diga apenas uma palavra e meu servo ficará curado" (Lucas 7). E também esse incrível momento em que Jesus, através de um olhar, fez um dos mais lindos apelos da Bíblia e comoveu o coração de Pedro.

Na sequência das cenas, contemplamos a ressurreição do Senhor Jesus e Seu encontro com os apóstolos, inclusive com Pedro, que respondeu positivamente as três perguntas do Mestre: "Pedro, você me ama?" João 21:16.

O maravilhoso olhar de Jesus alcança você, neste exato momento. Talvez, você andou com Cristo, conheceu-O tão de perto, conviveu em uma comunidade cristã e, diante de algumas situações delicadas onde pessoas ao redor tentaram encontrar maneiras de condená-lo, você se viu como num beco sem saída e deslizou, vagarosamente, para fora da crença que havia aceitado para não sofrer algumas perseguições.

Seja perseguição interna ou externa ao núcleo da igreja, não se pode tapar o sol com a peneira e prosseguir como se nada tivesse acontecido. Os olhos de irmãos podem intimidá-lo. E se você estiver em pecado não espere um olhar de Cristo recheado de alegria, não. Ele contempla-nos com tristeza e reprovação. Mas, quem fixa os olhos de volta e pesca lá de dentro do coração do Senhor a essência do verdadeiro evangelho, torna-se comovido e entende que congregar vai muito além de entrar ou sair pelas portas de um templo por causa deste ou daquele irmão, mas porque você compreende que, se esta igreja segue a verdade como ela realmente é, Jesus está ali e a Ele você deve a vida e todo o louvor.

Perseguidores e perseguidos carecem de oração e salvação. Há um Redentor impecável para isso. No entanto, não há um ser humano sequer que tenha o direito de exigir a perfeição do outro. O exigente esbarra em seu pecado e derrama a própria hipocrisia.

Fixa os seus olhos no Mestre, ame ao Senhor de todo o coração, incluindo nisto tudo o que Ele criou, como os seus irmãos.

Fonte¹: Ellen G. White, História da Redenção, pág. 148.

Autor: Lucas Scherer

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