Quem é o próximo a quem devo amar?

17/03/2021

Textos-base: "Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus" João 3:1.
"Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. Eis que um homem chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico" Lucas 19:1,2.

Muitas pessoas gostam de lembrar que Jesus comia com publicanos e pecadores para defender que nós devemos amar mais os marginalizados e excluídos da sociedade. Tenho muitas dúvidas se estas pessoas se dão conta de que os publicanos, em geral, eram ricos e corruptos. Eles ganhavam propina extra, extorquindo e bajulando o povo de Roma.

Então, os publicanos eram mal vistos não por serem pobres, negros ou por alguma outra condição menos favorável aos olhos daquela sociedade, mas sim por enriquecerem extorquindo e traindo o seu próprio povo.

Trazendo para uma situação mais atual e contemporânea, seria como se Jesus aceitasse comer com políticos, juízes e fiscais da receita.

Em uma das passagens bíblicas citadas relata que Jesus aceitou comer na casa de um fariseu rico e até recebeu um deles, certa vez: Nicodemos. A Bíblia cita que os fariseus ricos, muitas vezes, eram hipócritas, como nós já sabemos.

Portanto, Jesus aceitava comer com ricos corruptos e ricos hipócritas. Por outro lado, Ele também comia com gente simples, humilde; curava pessoas pobres e perdoava até mulher adúltera.

Mas o que tudo isso nos ensina?

  1. Jesus oferecia a chance do perdão e arrependimento a todos, independente da sua camada social.
  2. Jesus tinha a capacidade de perdoar tanto a meretriz e o pobre quanto o rico corrupto e o religioso hipócrita.
  3. Jesus não foi crucificado, porque andava com pobres. Afinal, os publicanos não eram pobres, nem os fariseus que aceitaram Jesus.

Estes pensamentos modernos nos remetem a um questionamento: muitos costumam dizer que o mundo atual não aceitaria Cristo Jesus, se Ele viesse em carne novamente para um novo ministério de três anos entre nós.

Eles dizem que Jesus não seria aceito, porque estenderia a Sua mão para prisioneiros, negros, pobres e homossexuais. Mas se isso fosse possível, Jesus também estenderia a Sua mão para políticos, juízes e líderes religiosos. Por isso que a situação complica as vezes. Muitos querem que Jesus somente ame uma classe de pecadores.

Porém, Jesus insiste na suposta "insanidade moderna" de amar a todos. Então, com certeza, veríamos Jesus Cristo visitando presídios, subindo favelas, falando com dependentes químicos, sentado no chão com tantos outros menos favorecidos. Mas também Ele estaria almoçando na residência de políticos, juízes, empresários e gente muito rica.

E nós? Estamos preparados para isso? Para entender um amor sem medidas e reservas, sem distinção de qualquer barreira social, sem desconfianças, sem julgamentos, sem isolamento ou bloqueio cultural? Ou o nosso amor segue a lógica da "luta de classes"?

Sejamos mais amor, essência e altruísmo. Sejamos o amor de Cristo Jesus, mesmo que em pequenas doses, porém verdadeiro e fiel.

Autor Parceiro: Sander Muletaler

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