Lágrimas de perdão

20/04/2021

Eles eram irmãos gêmeos, consequentemente nasceram no mesmo dia e hora, no entanto, desde o ventre da mãe já eram muito diferentes, eram competitivos e ao nascer o primeiro, o segundo bebê veio agarrado ao seu calcanhar. Apesar de serem irmãos gêmeos não tinham aparência nem personalidade parecidas. O primeiro era astuto, corajoso, ousado, intempestivo, o orgulho do pai. O segundo era calmo, caseiro, gostava de cozinhar e era o preferido da mãe.

Segundo a promessa bíblica o primogênito receberia uma bênção especial de seu pai, essa bênção pertencia a Esaú, astuto, gostava de caçar, passava dias fora de casa e não se preocupava com o amanhã, com uma personalidade desapegada, não era vaidoso ou ambicioso. Já seu irmão Jacó, desejava tomar o seu lugar e receber a bênção prometida ao irmão mais velho. Com o coração cheio de inveja, enganou o irmão e o pai tomando a bênção para si.

Esaú irou-se contra Jacó, que precisou ir embora fugido a fim de evitar a própria morte. Por anos ficou longe de casa, viveu momentos alegres e tristes, passou por situações difíceis e com o passar dos anos amadureceu. Homem feito, com família e filhos sabia que deveria retornar ao lar, não poderia ficar para sempre longe de casa, mas como seria reencontrar o irmão?

A Bíblia relata que o dia de voltar para casa chegou, com o intuito de acalmar Esaú, Jacó mandou que seus servos fossem na frente com muitos presentes, colocou os filhos e as mulheres para trás e a caravana em direção ao lar seguia lentamente, ao longe Jacó avistou alguém, aquele homem tinha um semblante conhecido, seu coração disparou, os raios de sol ofuscavam sua visão, a poeira do caminho não lhe permitia compreender o semblante de seu irmão, mas os dois não hesitaram, seguindo na mesma direção os olhares se cruzavam e finalmente o encontro aconteceu. Ao aproximar-se de Jacó, a Bíblia diz que Esaú abraçou-o e os dois choraram profundamente!

Tenho certeza de que as lágrimas que rolaram pelo seu rosto, lavaram seus corações. Elas removeram toda dor, mágoa ou ressentimento. O ódio havia se dissipado e a saudade e a alegria do reencontro tomaram o lugar dos sentimentos que antes aprisionavam aqueles irmãos. O perdão libertou e salvou os gêmeos. As lágrimas derramadas por eles foram de fato, lágrimas de perdão.

O ato de perdoar é algo libertador! Quando uma pessoa opta pelo perdão ela se liberta de uma série de sentimentos como mágoa, rancor, ódio, tristeza e desesperança. Perdoar, no entanto, não é tão fácil ou simples, mas é com certeza a melhor coisa que pode acontecer quando alguém ofende ou faz algo contra você.

Talvez você pense que aquele que lhe feriu não mereça seu perdão e de fato talvez você tenha razão, mas nós também não somos dignos do perdão de Deus, porém Ele está sempre disposto a nos perdoar. A Bíblia diz que Deus lança nossos pecados nas profundezas do oceano nos lugares mais profundos, onde homem algum jamais poderá chegar. 

O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade. Tornará a apiedar-se de nós; subjugará as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar" (Miquéias 7:19)

A história de Esaú e Jacó sempre toca profundamente no meu coração, pois tem um final feliz, o final que liberta, une e acolhe. A raiva e o ressentimento acabam com nossa saúde física e mental, tiram nossa paz e nos escravizam. Já o perdão pode ser um bálsamo, dar e receber perdão pode ser a cura para os muitos conflitos internos. Não olhe para o mal que alguém lhe causou, as pessoas acertarão suas contas com Deus que é o justo juiz, libere o perdão, seja feliz e receba a maior de todas as bênçãos, a bênção da paz. 

"Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo" Efésios 4:32.

Autora Parceira: Ana Paula Santos

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