A Bíblia aprova o rebatismo?

13/02/2021

Se sim, quando essa prática se torna necessária? Afinal de contas, vivemos pecando.

Como se costuma dizer, "batismo é coisa séria!". Sendo assim, quando buscamos no texto bíblico por orientações, ou diretrizes que venham sanar tal questionamento, temos dificuldades de encontrar uma reprovação clara, ou qualquer tipo de impedimento para a prática do rebatismo, gerando assim um problema haja vista a seriedade do tema e da prática do rito.

Contudo, costuma ser largamente citado o texto de Efésios 4:5 que diz: "há um só Senhor, uma só fé, um só batismo". Geralmente, ignorando o contexto geral e imediato do texto, inclusive os elementos presentes no mesmo verso, costuma-se reduzir a questão à combinação das palavras que ali aparecem "um só batismo", formando-se um argumento que venha dar peso à expressão como referindo-se à quantidade.

Mas se analisamos o próprio verso, que afirma haver "um só Senhor", e buscamos nos aprofundar um pouco mais no peso da declaração, perceberemos de cara a incoerência de se afirmar que o texto enfatiza a quantidade em detrimento da qualidade. Analisemos: quantos senhores existem? Nossa resposta certamente será a de que existe um único senhor verdadeiro. Todos os que se colocam como senhores diante de Deus, ainda que recebam admiração e fidelidade, não passam de charlatões.

O mesmo ocorre quando questionamos a quantidade de fé existente. Basta dar uma simples observada que notaremos a quantidade quase que infinita de denominações e diferentes percepções de fé. Ainda que esta seja a prática, fica mais que evidente que a fé verdadeira é aquela proveniente da observância daquilo que orienta a palavra de Deus. Ou seja, o texto está declarando haver um único senhor verdadeiro, uma única fé verdadeira e, consequente e obviamente, um único batismo verdadeiro. Fica claro, portanto que o texto em questão refere-se a qualidade e não está focado em estabelecer quantidade. Efésios 4:1-6 fala a respeito da unidade que deveria existir entre todos aqueles que ingressaram na comunidade dos crentes através do mesmo rito batismal.

Sendo assim, se este texto e nenhum outro proíbe a prática do rebatismo, cabe a nós buscarmos por algum exemplo ou circunstância apresentada na bíblia quanto a prática do rebatismo. Caso esta não seja encontrada, aqueles que defendem a prática do rebatismo estarão em maus lençóis quanto a justificar a realização do rito.

Contudo encontramos no livro de Atos um relato muito interessante que narra um momento em que uns "discípulos" (Atos 19:1-5), batizados por João Batista, têm um encontro com Paulo que os confronta com verdades relacionadas à pessoa do Espírito Santo e Seu papel na vida do crente. A resposta deles surpreende, pois declaram nem mesmo ter ouvido falar acerca do Espírito Santo. Diante a nova plataforma doutrinária Paulo os convida a ser batizados novamente. O texto apresenta que o próprio apóstolo realiza o rito rebatizando estes homens.

Considerando que o rito não se trata de um sacramento, mas de uma manifestação pública de compromisso, não há necessidade de que sejamos rebatizados toda vez que pecamos. Caso fosse um sacramento, ou seja, uma cerimônia capaz de proporcionar santidade, certamente necessitaríamos ser rebatizados a cada vez que cometêssemos um ato pecaminoso. Contudo, somos limpos e purificados pelo precioso e restaurador sangue de Cristo, de uma vez por todas.

Autor Parceiro: Pr. Ely Borges

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